Despedida de Raul e seu filho na frente de seu residencial em Puerto Varas
18/02/2009 - 23º
dia - PASO CARDENAL SANJORE
No ônibus ainda no Chile a caminho de Villa la Angostura na Argentina
No ônibus, demos uma gorjeta ao
cobrador, pra “descolar” um espaço no bagageiro pras bikes. A estrada no Paso Cardenal Samore, é muito sinuosa e
estreita. Passamos por bosques de coníferas, campings e perto do Vulcão Puyehue.
Visual dos Andes pela janela do ônibus que ia pelo asfalto contornando as montanhas
Conhecemos um holandês
aposentado, que cicluturiava pela América Latina. Sua esposa também embarcou na
viagem, porém ia de avião e de carro, encontrando-se com ele em algumas cidades.
Cicloturista holandês que conhecemos no ônibus, estávamos parados na fronteira
Villa la Angostura é uma vila de
montanha. Está localizada entre os lagos Correntoso
e Nahuel Huapi. É conhecida pela
estação de esqui do Cerro Bayo, e é a
porta de entrada para o Parque Nacional de los
Arrayanes, situado numa pequena península. Ali abriga bosques com enormes Arraynes, de aproximadamente 650 anos de
idade. Na vila, inicia-se a ruta dos Sete
Lagos.
Chegada na rodoviária de Villa la Angostura e remontando as bikes e os alforjes
Museu da rodoviária de Villa la Angostura
Com o tempo chuvoso e frio, fomos
pro Albergue El Hongo. Uma casinha
quase toda de madeira e cercada por um bosque, numa encosta do Cerro Belvedere.
Piki da Trilha e Ana Lia a proprietária do Albergue El Hongo em Villa la Angostura. A calefação do lugar escondia o frio congelante que fazia do lado de fora
Jantar de sanduíches de milanesas e cerveja Quilmes Bock numa lanchonete próxima. do Albergue
Prato tradicional em Puerto Montt e Puerto Varas: Salmão chileno grelhado
17/02/2009-22º dia-PUERTO MONTT
Praça das Armas em Puerto Montt
Pegamos um coletivo para Puert Montt que é uma movimentada cidade portuária banhada pelo oceano pacífico. Sem muitos atrativos turísticos, mas faz a separação entre o norte e o sul do Chile. Próximo a Praça das Armas e da praia ficam expostas várias locomotivas a vapor, simbolizando o início da colonização européia no século XIX.
Locomotivas a vapor em um museu ao céu aberto em Puerto Montt
O frio e a chuva, a grana e as nossas férias encurtando, nos desanimaram em seguir pela Carretera Austral. Voltamos para Pto Varas no final da tarde. Seguiríamos de baú para Villa la Angostura (AR), pois a travessia de barco dali para Bariloche, tinha preços proibitivos. Ficou somente a frustração de não ter fotografado o Vulcão Osorno.
De volta a Puerto Varas na esperança de ver o Vulcão Osorno por entre as nuvens
Jantamos salmão no El Forasteiro, e fomos prosear mais um pouco com Dom Raul na pousada e preparar nossa partida para o dia seguinte.
Adolecentes numa escadaria de uma casa em Puerto Varas
Jantar no restaurante El Forasteiro acompanhado do proprietário
Piki da Trilha no desayuno com dona Cleide em Puerto Octay
16/02/2009
- 22º dia -
PUERTO VARAS
Visão de cidade de Puerto Octay e do Lago Llanquihue
Puerto
Octay fica na margem do Lago Llanquihue. É uma vila, com uma pracinha, algumas
ruas com lindas casas de madeira, uma igreja e um pequeno cais. No lado oposto
do lago fica Puerto Varas, e era pra
lá que iríamos naquele dia.
Vacas ruminando e descansando nos pastos na beira da estrada enquanto a chuva não vem
Por uma subida de 11 km, saímos da vila. Passamos
por Quileto e em Frutillar, giramos numa
ciclovia até voltamos para Panamericana rumo ao sul.
Ciclofaixa na cidade de Frutillar ainda na beira do lago Llanquihue, dali seguimos pela Panamericana
Em Puerto Varas, fomos pro Residencial Don Raul. Lá não servia
refeições, mas junto à cozinha, tinha um fogão à lenha, sempre quentinho. O sofá
que ficava ao seu lado, era o lugar mais cobiçado da casa. Don Raul, um aposentado da marinha chilena, mantinha em sua casa,
aquele pouso simples pra mochileiros e aventureiros.
Don Raul sentado na mesa da cozinha à esquerda
Fogão à lenha aquecendo todo o ambiente
O Vulcão Osorno, a principal atração turística da cidade, estava todo
encoberto por nuvens carregadas de chuva.
Chegamos em Puerto Octay pedalando somente pelo asfalto
Numa frutaria conhecemos o seu Sandoval. E por entre elogios ao povo brasileiro, ele nos aconselhou a ir para Pueto Octay. Seguimos pra lá, sob um céu repleto de nuvens escuras e com um vento frio cortando as ventas.
Mirador da cidade
Era uma zona rural. Pastos com gado descansando ao lado de rolos de feno. Às vezes aparecia uma casinha com sacadas e janelas pintadinhas.
Bikes descançando no quarto
Residencial de dona Creide em Puerto Octay
Em Pto Octay, ficamos no residencial da dona Creide, logo na entrada da cidade. Almoçamos num modesto restaurante na praça, e sob uma fina chuva, observamos a pitoresca vida tranqüila do povo do lugar.
Rango no restaurante da praça da cidade
Olha a cara de frustração da moçada. Estávamos na porta de uma Cafeteria que estava fechada e nós loucos por alguns quitutes
Quartel de bombeiros enorme para uma cidade tão pequena
Detalhes de como traçamos o nosso roteiro de viagem
Piki da Trilha na Rodovia Panamericana a caminho de Osorno
14/02/2009-20º dia-OSORNO
Nos abastecendo de frutas numa quitanda ao lado da casa de Seu Alegria
Ao sairmos da casa de Seu Alegria, cruzamos com um cicloturista argentino sem alforjes. Ele tinha um reboque conectado à blocagem traseira e ali puxava todas as suas tralhas
O Cicloturista argentino Patrício e sua carretinha atrelada na blocagem traseira da bike
Los Lagos cresceu as margens da Rodovia Panamericana, que liga as três Américas, indo do Alasca à Quellon no Chile. É uma via expressa, com excelente asfalto e repleta de pedágios. Por ela seguimos até Osorno.
Mapas da rodovia Panamericana e dos seus arredores são comuns nas paradas às margens da pista
Foi um pedal monótono e rápido. Passamos por vários cicloturistas e mochileiros, pois essa via é muito usada pra turismo interno no país. Em Osornoficamos na casa da Dona Ana um residencial Puelche, que são os mapuches do leste dos Andes. No seu quintal havia uma enorme ameixeira carregada. A sobremesa da janta, tava garantida.
Rua do residencial de Dona Ana em Osorno
Varanda do quarto no segunda andar da casa
Pé de ameixa carregado de frutas maduras na beira da nossa varanda
Rolos de feno nos pastos das fazendas as margens da ruta T-39
13/02/2009-19º dia-LOS LAGOS
Choveu à noite inteira e com o sol seguimos pra cidade de Panguipulli. Paramos numa frutaria para lanchar e tocamos para Los Lagos pela ruta T-39.
Parada numa frutaria de Panguipulli
Para reposição de potássio e vitaminas
Pedalamos por uma boa estrada asfaltada e com um bom acostamento. Passamos por várias fazendas e até uns vaqueiros curiosos pararam para conversar conosco.
Muito verde e várias fazendas durante todo o percurso
Numas das paradas nas sombras da estrada, uns vaqueiros vieram nos comprimentar
Ponte sobre o rio Malihue
Porteira de umas das fazendas
Na beira do asfalto paramos sob as sombras de macieiras e pereiras carregadas de frutos maduros. Assim descansamos mais uma vez e garantimos o nosso lanche.
Maceira carregada de frutos com seus galhos pendendo para o acostamento
O lanche da tarde já está garantido
Em Los Lagos, encostamos-nos ao meio-fio na frente de uma panaderia. Enquanto saboreávamos picolés, um bêbado, todo urinado, vinha cambaleando pela calçada. De repente ele mudou o seu rumo e caiu por cima da bike do EliasContadorDeEstórias. Apagou sobre osalforjes. Deixamos o bebum por lá e nos alojamos num residencial logo no quarteirão seguinte. Era a casa de Seu Alegria e Dona Laura.
Residencial do Seu Alegria e da Dona Laura na cidade de Los Lagos
Um visitante suíno que alem de fuçar o lado de fora das barracas, ainda tentou limpar as panelas da janta da noite passada
A tranquilidade do lago Pirehueico ao amanhecer
Acordamos com um porco fuçando as nossas barracas. Filtramos água do lago pro desayuno, vendo na sua superfície a imagem refletida dos vulcões El Mocho e Choshuenco, que estavam bem a nossa frente.
Camping selvagem entre o lago e a mata de coníferas
Porto Fuy refletico no lago Pirehueico e ao fundo os vulcões El Mocho-Choshuenco
Sistema de filtragem de água que o Andreas trouxe da Alemanha para fazermos o nosso café da manhã
Jorge e LuisinhoDedoDeLata preparando as tralhas pra pegar a estrada
Paramos no Parque Huilohuilo, apenas pra dar um mergulho no poço da Cascata Huilohuilo. A água tinha um lindo tom azulado e com temperatura próxima ao zero. Ao me molhar, tive a sensação de mil agulhas perfurando o meu corpo.
LuisinhoDedoDeLata, Andreas, EliasContadorDeEstórias e Jorge na beira do lago Pirehueico
Caldeira implodida de uma das erupções do Vulcão El Mocho-Choshuenco
Saída de Puerto Fuy pela subida de rípio e sentindo na pele a falta de respeito que os motoristas chilenos tem com os ciclistas
Entrada do Parque Nacional Huilohuilo. ´Não o conhecemos pois sua visitação é paga, somente uma de suas cachoeiras que fica no limite da reserva
Jorge faz uma breve descrição do Lago Pirehueico e vemos o parte do vale e o salto Huilohuilo
Cascata Huilohuilo formada com água de desgelo e com uma temperatura congelante próxima ao zero grau
Andreas depois de um rápido mergulho, já estávamos há dois dias sem banhos
O Andreas e o Jorge tocaram para Puruca e pras Termas de Palquin e nós para Panguipulli a caminho de Puerto Mont, e pra Carretera Austral.
Uma parada pra apontar alguns detalhes do nosso relato
Giramos numa péssima estrada até a margem do lago Panguilulli. Ameaçava chover e o frio apertou. Quando alcançamos o asfalto, já era final de tarde, e paramos num camping mapuche. Tomamos outro banho congelante, numa água que vinha dum cano direto do Cerro Quilchilca, e fomos descansar as pernas e as costelas.
Descendentes de índios Mapuches e agora donos de um singelo camping as margens do lago Panguilulli que significa na língua nativa "Terra de Leões"
Margem do lago Panguilulli no camping mapuche
Montamos as barracas com direito a uma tenda com mesa, bancos e varal , mas o banho foi num cano com água de desgelo trincando de gelada
Chá quentinho com biscoitos na tenda e preparando um bom macarrão com atum pra forrar o bucho
O entardecer no lago Panguilulli e olhando pras nuvens de chuva que vinham chegando tomando conta de todo o céu anunciando a tempestade que vinha por ai.